sexta-feira, setembro 07, 2007

Confissões da solteirice

Não gosto, sabe? Não gosto do gosto de estar assim, sendo servida, esfriando aos poucos.
Eu nunca me sirvo tão fácil...
Custa muito, mas fico firme, na minha engolindo seco quando algo parece errado.
Porém nada é tão errado que não se conserte, então, para ser menos subjetiva, conto uma estória barata, dessas da vidinha atual:

Ela ficou ansiosa por alguns dias. Pensou muito em como seria a noite esperada, quem iria encontrar, o ambiente, as luzes, os cheiros. Normal, isso sempre acontece com ela, parece que tudo precisa ser calculado, programado para que não haja desconforto (ah, se a vida fosse repleta de momentos confortáveis, que chata seria).
Troca de roupas algumas vezes no dia, usa seu perfume mais forte, que dura mais, pede opinião às amigas, troca de novo a roupa, escuta um música pra animar, pensa na carona pra ir, e pra voltar, liga, deliga, o fone, o rádio, disfarça que está tranquila, pensa que não precisa de nada disso, sente saudades do tempo em que não ia a festas, há dois anos atrás, volta, maquiagem, toque final do gloss. PRONTA!

Agora começa mesmo... chegando no destino ela mira um por um. Tenta se convencer de que nada daquilo importa, esse jogo estranho da conquista, dos olhares... Tenta ficar na dela, disfarçar... Pensa que seria ótimo estar em casa, no sofá, vendo aquele filminho de comédia romântica barata... saudades do chocolate!
Bebe algo, espera, ri com quem puder.
Nada ocorre.
Muita diversão, menos aquilo que ela mais queria...
Menos aquilo que ela espera a meses...
Onde está? Quem? Quando será?


Volta pra casa, cansada e feliz pela diversão máxima que sempre ganha, está disponível pra isso... E espera que alguém venha pra completá-la, pra cantar junto antes de dormir...

Nenhum comentário: