domingo, agosto 24, 2008

pra semana começar linda!!!

Poema de Natal


Vinícius de Morais


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

quinta-feira, agosto 21, 2008

foi ela que disse...



Amado

Composição: Vanessa da Mata

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

Ah! De saudade!


Ah! Se eu soubesse
De onde surge a saudade
Por onde ela vai entrando
Até não ir mais embora...

Saudades das fantasias
Dos carinhos na infância
Das presenças queridas...
Das coisas que eu nem tive...

Ah! Se você soubesse
Que algumas coisas não esqueço
Outras nem desmereço
Vou convivendo com as lembranças!

E se o mundo soubesse
Das boas saudades que sinto
Das imagens aqui guardadas
Das músicas não mais ouvidas
Do seu abraço apertado
Das noites bem (ou mal) dormidas
Da criança aqui liberta
Dos sonhos realizados
Da felicidade não esquecida...

segunda-feira, agosto 18, 2008

Adoro Lua cheia!

Hoje, voltando pra casa, foi impossível não observá-la. Lá estava ela, deslumbrante, me lembrando das belezas da vida, da natureza que eu tanto amo!
Fico com vontade de ligar e de abraçar todos os que amo nesses momentos. Claro, liguei pra minha mãe na hora e disse: Olhe para o céu! Tá linda a Lua hoje!
Queria que todos olhassem o céu neste momento. A grandiosidade da Lua, olhando pra gente, iluminando o quanto pode meus pensamentos, minha felicidade.
Ela me dá uma saudade boa das coisas felizes...
Uma lembrança: quando vivi no Paují, no meio daquele mato sem luz, amava as semanas da Lua Cheia, ficava sem medo de qualquer coisa, podia ver o caminho... metáforas da atualidade?

quinta-feira, agosto 14, 2008

o que me faz falta?


Voltei de viagem cheia de novas indagações, novas esperanças, novas energias...
E uma pergunta que me vem à tona agora: o que ainda me faz falta?

Não sei muito bem respondê-la. Só sei que quero algo de qualidade para minha vida, algo realmente verdadeiro, sem amarras, sem máscaras. Para isso devo cuidar muito de mim, das minhas dúvidas, dos meus questionamentos, das minhas faltas.
Não me faltam alegrias passageiras, tristezas repentinas... Me falta equilíbrio para saber lidar com diferentes momentos, falta carinho interior.

Não me falta ninguém específico. Talvez eu sinta muito a falta de mim mesma.

Complexo? Pode parecer... É esse o sentido da minha vida, da minha maturidade, da minha busca.
Agora estou muito feliz por estar descobrindo o que quero... na verdade, perguntar-me: o que me faz falta?